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A Psicologia como recurso de saúde
Silvia Regina Dias - Psicóloga Clínica

O avanço progressivo no sistema de saúde requer um desenvolvimento qualitativo na dinâmica de prestação de serviços, nos atendimentos e acolhimentos. É preciso que os profissionais das diversas áreas de saúde conscientizem e participem em conjunto e comprometidos num objetivo único para se obter resultados positivos.

Em sintonia com a constante evolução mundial, a Psicologia como ciência coloca em questão paradigmas que estão em processo de superação por outros modelos, mas sua visão não é de unicidade, e sim de instrumento que contribui para reverter conceitos e desenvolver meios para que, de fato, o profissional possa criar mecanismos em experimentação direta com valor construtivo na prática. Caracteriza-se como instrumento colaborativo a outras áreas de saúde, pois proporciona ao indivíduo um alinhamento entre a quadrinidade: ser espiritual, corpo, mente e emoção.

Através do desenvolvimento de uma consciência profissional ampla no processo terapêutico, tem-se uma visão do contexto clínico do cliente paralelo com sua individualidade, criando possibilidades de se tornar um profissional capacitado para a vivência social, onde se propõe trabalhos que o levem buscar e incluir conhecimentos através de pesquisas, leituras e outros meios interdisciplinares de saberes que dêem suporte para o desenvolvimento deste processo. Entende-se por processo a forma de operar, de conduzir uma determinada situação pela qual o indivíduo (cliente) é transformado pela ação orientada do condutor (profissional de saúde).

O pensamento sistêmico é uma forma de estar em busca desta prática para que venha suprir os pontos desfavoráveis e também permitir ao profissional em psicologia uma reflexão, ampliar os conhecimentos, desenvolvendo possibilidades que atinjam uma melhor aprendizagem e entendimento.

No exercício profissional da Psicologia e com a própria experiência de vida familiar e outros relacionamentos sociais, abre-se uma diversidade de leques que induz a refletir sobre a situação das famílias, a saúde emocional de seus membros, o papel funcional de cada um deles que geram a matriz de identidade do indivíduo, refletindo no relacionamento entre as pessoas do contexto familiar, social, educacional.

Por considerar que a família seja um instrumento de suma importância no desenvolvimento do processo terapêutico acredita-se na preservação da saúde familiar e na prevenção de doenças através da intervenção direta no indivíduo, com o olhar para os comportamentos aprendidos na convivência familiar. As famílias têm, via de regra, um padrão de comunicação cristalizado, muito pouco aberto à diferença. Neste sentido, as mudanças ficam difíceis de acontecer, pois toda diferença é vivida como uma ameaça ao sistema que se tornou seguro, mesmo que desconfortável, porque é a forma de funcionamento conhecida para elas.

O Psicólogo deve utilizar sua habilidade de poder intervir indiretamente na família, com grandes chances de adesão, através de uma ação que permita uma visão ampla do padrão familiar do cliente que é de grande importância para o processo terapêutico. As famílias, em geral, se beneficiam muito do momento em que participam, ampliando o foco das discussões e contribuindo com a visão pessoal a respeito do que cada membro observa ou experiencia, podendo surgir neste momento a oportunidade de uma possibilidade de mudança.

Portanto, a Psicologia permite ao indivíduo olhar para o passado, entender o presente e construir o futuro.

 
       

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