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Psicologia clínica

“POR ONDE MINHA MENTE VAI, MINHA VIDA SEGUE O CAMINHO.” ( provérbio indiano)

O que é psicologia?

A palavra “psicologia” deriva a junção de duas palavras gregas psiché e lógos, que significa “estudo da mente.” Portanto, psicologia é um estudo científico do comportamento e dos processos mentais. O principal foco da psicologia se encontra no ser humano, sendo uma ciência que estuda o homem e que tem se ocupado de uma grande variedade de temas: a afetividade, o desenvolvimento da criança, a velhice, a aprendizagem, as relações sociais e institucionais, a deficiência mental, as relações na família, relações no trabalho, a saúde mental, entre outros. Os psicólogos necessariamente focam na estabilidade da mudança do indivíduo em vários contextos, indiferente das crenças, raça, etinias e da cultura; sempre na ética profissional. Entender a diversidade do ser humano é um desafio para o psicólogo, pois sabemos que “Ninguém é igual a ninguém!” e as mudanças necessárias e desejadas pelo cliente ocorrem "a partir da mudança de cada um!"

"Tudo muda quando eu mudo!"

O foco da psicoterapia é trabalhar a todo instante os pensamentos, as percepções (interpretações de uma situação), as emoções (sentimentos), adaptações, atitudes (comportamentos), valores, memória, sensação e aprendizagem que abrange o estudo da natureza biopsicossocial para que o indivíduo possa buscar o equilíbrio e o autoconhecimento.

Como é feito o tratamento?

O tratamento com acompanhamento psicológico visa os processos de crescimento e mudança ao longo da vida, desde o período pré-natal até a melhor idade. Concentra nos sistemas cerebrais (neurais e químicos do corpo), estudando de que maneira afetam o pensamento, o sentimento e o comportamento. Aponta as diferenças que as pessoas apresentam com relação a traços individuais tais como ansiedade, agressividade, impulsividade, passividade e auto-estima. Identifica a maneira como as pessoas se influenciam mutuamente em termos de pensamentos, sentimentos e ações, nas relações interpessoal, intrapessoal, familiar e social. A psicologia clínica é especializada no diagnóstico e no tratamento de transtornos psicológicos (emocionais) e psíquicos (mentais). O atendimento clínico é feito em condições éticas e sigilosas, em encontros semanais, com dias e horários específicos.

Atender em psicoterapia é ter habilidade para escuta à necessidade do cliente. Acolher, em primeiro lugar, aliviar os sintomas, levantar metas e traçar estratégias para iniciar a mudança e mantê-la.

Para quem se destina?

Para todas as pessoas que percebem a necessidade de mudar algo em sua vida. Quando percebem que há algo que o faz sentir muito mal consigo e ou com outras pessoas; ou mesmo quando há necessidade de mudar algum comportamento indesejado; não importando a idade (crianças, adolescentes, adultos, casais, famílias), crença, valores, etinia.

A terapia pode ser individual (trabalhar somente o individuo), familiar(quando o psicólogo insere todos os membros da família no processo), em grupo (quando vários indivíduos apresentam dificuldades em comum e com a intervenção do psicólogo aliado a experiência de cada um conseguem superação.).

Terapia Cognitivo-Comportamental

A terapia cognitiva comportamental foi desenvolvida para direcionar a resolver problemas atuais, modificar os pensamentos e os comportamentos disfuncionais. Levanta a hipótese de que as emoções e os comportamentos das pessoas são influenciados por sua percepção dos eventos; ou seja, não é uma situação por si só que determina o que as pessoas sentem, mas sim, o modo como elas interpretam essa situação. Cada indivíduo tem uma resposta emocional diferente para cada uma dessas situações com base no que está passando por suas cabeças naquele momento. Portanto o modo como as pessoas se sentem está associado ao modo como elas interpretam e pensam sobre uma situação. Conseqüentemente, é mais provável que se aceitem esses pensamentos como verdadeiros. O psicólogo cognitivo comportamental está interessado nestes pensamentos que, após serem identificados é possível avaliar a validade deles. Verifica-se que a interpretação da situação é errônea e se corrige, ocasionando provavelmente a mudança do humor, dos sentimentos e consequentemente das ações.

(Vasques, F. e Filho, R.C.)

Terapia Sistêmica Familiar

A base central de intervenção é que a “pessoa problema" (membro que apresenta os sintomas), seja apenas um representante que denuncia alguma disfunção no sistema familiar. A família é um sistema aberto, devido ao movimento dos seus membros dentro e fora de uma interação uns com os outros e com sistemas externos (meio-ambiente, comunidade, trabalho, etc). As ações e comportamentos de um dos membros influenciam e são influenciados por comportamentos de todos os outros. O sistema familiar possui uma resistência a mudanças, mantendo tanto possível, os seus padrões de interação, como consequência, repetições de comportamentos adquiridos (positivos ou negativos). Com a necessidade de se manter estável, a estrutura familiar precisa também adaptar-se às mudanças.

A função do terapeuta de família é ajudar não somente "a pessoa problema", mas toda a família, facilitando a transformação do sistema familiar. Ele se preocupa além das características do sintoma, com a história familiar, sua cronologia, os padrões, mudanças ou qualquer outro detalhe. Ele está interessado na maneira pela qual a família se organiza e intervém para alterar esta organização para estados mais saudáveis.Seu trabalho sempre visa novos recursos de saúde. Para conseguir mudança no sistema, o terapeuta se coloca em posição de liderança e "interfere" no sistema familiar. A Psicoterapia Sistêmica trabalha com os conteúdos ligados a registros inconscientes e também a forma como isso funciona na vida da pessoa. Utilisa de vários recursos para conhecer e entender o cliente como trabalhos com imagens, colagens, trabalho com fotografias, desenhos, etc. buscando assim o conteúdo. Utiliza também de tarefas, instigações, intervenções como meio de mudar a forma da pessoa funcionar em sua vida.

Na terapia familiar é bastante comum que as famílias (os pais) procurem atendimento por não conseguirem superar os desafios de cada etapa do ciclo evolutivo da família. Por exemplo: o nascimento de um filho, a ida da criança para a escola ou mesmo a entrada do filho na adolescência, etc.

(Ref.:Minuchin, S. Famílias: funcionamento e tratamento. Trad: de Jurema Alcides.Porto Alegre: Artmed, 1982.

Minuchin, S. E. ; Fishman, C. H. Técnicas de terapia familiar. Trad: Claudine Kinsch E Maria Efigenia F. R. Maia. Porto Alegre; Artmed,1990.)

Orientação Profissional

A Orientação Profissional possibilita ao indivíduo fazer uma escolha profissional, a partir do conhecimento de si mesmo, da realidade do mundo do trabalho e as diversas profissões. A escolha profissional é um movimento do ser humano no sentido de encontrar seu lugar no sistema produtivo de seu meio social, ou seja, a busca de sua identidade profissional. No processo da Orientação Profissional implica em técnicas, que esclarece para o indivíduo todos os conflitos de ordem social, institucional e psicológica que marcam o dia a dia. O processo deveria estender-se ao longo de todo o desenvolvimento da criança e do adolescente, de forma sistemática e continua envolvendo a família e a escola. Para tanto, a puberdade e a adolescência são momentos evolutivos típicos de grandes hesitações, crises e transformações. Quando o jovem busca Orientação Profissional está, mais do que querendo encontrar uma profissão, encontrar algo que lhe faça feliz e quer, portanto, estar seguro na escolha feita.

Das psicopatologias à saúde mental: a importância do tratamento multidisciplinar.

É importante o acolhimento e acompanhamento multiprofissional onde o psicólogo juntamente com o o psiquiatra, o endocrinologista, a nutricionista, o terapeuta ocupacional, o fisioterapeuta, o fonoaudiólogo, o cuidador físico e outros profissionais de saúde tenham papéis distintos, mas podem e devem trabalhar em conjunto para desenvolver e obter no tratamento um resultado positivo e duradouro.

A utilização da psicoterapia paralela ao atendimento clínico com o profissional de saúde especializado é válida para que o indivíduo entenda a construção da sua história e consiga através da modificação cognitiva do comportamento, reestruturar o pensamento gerando um comportamento mais adequado diante da situação patológica. Possibilita um comprometimento consigo mesmo quanto ao tratamento pois assume a responsabilidade por suas escolhas e mudanças.

Tão importante quanto fazer o paciente entender a importância de procurar ajuda dos profissionais de saúde especializados em cada patologia específica é orientá-lo sobre o uso correto das medicações prescritas (quanto a dosagem e horários); que devem ser somente indicadas por profissionais da clínica médica, credenciados no Conselho Profissional de cada categoria (psiquiatras, neurologistas, endocrinologistas, cardiologistas, etc...).

Remodelar o comportamento e reeducar as ações é o grande desafio.


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